terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Relativismos (e acho que já aqui havia escrito sobre isto)

Em breve mudarei de assunto. Agora queria só deixar um apontamento sobre algo que não é novidade nenhuma para quem passa por coisas que exigem muito de nós próprios: passamos a não dar qualquer importância a pormenores da vida que nos desgastam. Felizmente tenho vindo a aprender isso, em cada dia aprendo e apreendo uma nova lição.
A minha consulta era às 14.30, eu cheguei às 14 e ele chegou duas horas depois porque tinha tido problemas no bloco operatório. Fui logo atendida, o que foi fixe. Mas a minha mãe perguntou-me se tinha sido uma seca, mais alguém comentou mesmo "granda seca" e eu apercebi-me que... só tive de esperar. E esperar limita-se a ser só isso: uma espera.

Agora tenho tenho de esperar ficar melhor e que os surtos de gripe dêem tréguas, para ir ver o filme que mais anseio no momento: "I Love New York". Vi a versão com Paris e adorei. É esperar... por ficar boa, mas esperar que seja depressa! :-)

Primeiros dias

Ontem protegi os pensos com película aderente e lavei a cabeça, que já estava suja de 6 dias. Depois deste obstáculo ultrapassado – na realidade, o primeiro banho depois da cirurgia, porque até ontem foram só aqueles em que nos lavamos com uma esponja (grande invenção!) – só falta conseguir dormir uma noite seguida, para eu considerar que coisas essenciais para a minha recuperação estão conseguidas, mesmo permanecendo com dores e desconfortos de outro tipo. Uma das razões pelas quais acordo muitas vezes durante a noite é a de que ainda só consigo dormir de barriga para cima.
De resto, está tudo a correr bem. Já consigo vir aqui, embora talvez force um braço que deveria estar mais protegido... Não sei, tenho que perguntar hoje ao médico.
Obrigada pelos vossos comentários, fizeram-me todos bem. Aos bocadinhos também recomeçarei a ir aos vossos blogues actualizar-me.
Felizmente precavi-me e já tinha feito as compras de Natal principais – as das crianças. Gosto tanto desta época e de andar a aproveitá-la a passear nas lojas. Não sei se ainda vou poder, mas talvez...
Entretanto tenho tentado descansar, tenho visto TV (alguém sabe quando repetem o início da temporada da Anatomia de Grey na Fox Life?), ontem fui mudar um penso que estava "repassado", recebi um telefonema da minha room mate do hospital, de quem gostei muito (e penso que foi recíproco) e hoje vou ao médico. Enfim, uma vida muito variada. Ah, e comecei a ler o primeiro livro da trilogia Milennium.
Até breve!

domingo, 22 de Novembro de 2009

Salva, regressada, emocionada, só ainda não totalmente sã :-)

Regressei a casa há pouco tempo e é com alguma dificuldade que escrevo estas linhas. Mas tinha que vos vir dizer que a vossa corrente funcionou em todos os sentidos. Correu bem e o nódulo era de natureza quística, benigno. Tenho amigos que choraram de felicidade ao sabê-lo e é muito bom percebermos o quanto gostam de nós.
Esta operação não é fácil, além de dolorosa tem muito mal estar associado. Ainda tenho dificuldade em fazer os ciclos completos de respiração. É impossível ignorar estes factos, passei os piores momentos da minha vida. No entanto, não tenho mais nada de preocupante e isso é um alívio, dadas as circunstâncias. Depois de passada a recuperação, não fosse a "facada" nas costas e o "buraco" do dreno debaixo do peito a denunciar estar realidade, tudo isto poderia passar por um pesadelo do qual acordei. De alguma forma, é isso que sinto.
Volto a agradecer o vosso apoio e e-mails, que li todos com um nó na garganta e sensação de felicidade. Mais uns dias e hei-de responder pessoalmente.
Até (muito) breve.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Até ao meu regresso

É amanhã que darei entrada para ser operada no dia a seguir. Para todos os efeitos, para algumas pessoas, terei ido de férias...
Quando tiver acesso à net venho dizer coisas. Escusado seria dizer que estou muito emocionada com os vossos comentários e apoio. Mas digo na mesma porque sei o quanto sabe bem ouvir-se - ou ler-se, neste caso - o reconhecimento do carinho.
Obrigada a todos(as)!

Dúvida #8

As mulheres com implantes de silicone que engravidam, depois de terem a criança podem amamentar?

domingo, 15 de Novembro de 2009

E assim aconteceu

Correu bem.
Almoçámos, afinal também apareceu a minha irmã e os meus sobrinhos, foi simpático. Depois de estes irem para uma festa de aniversário, voltámos para casa e, propositadamente, eu diria apenas aos meus pais e só depois à minha irmã. E ali contaria com o apoio incondicional de um dos meus irmãos homens.
Durante o almoço surgiu, por acaso, um telefonema de uma irmã da minha mãe a sugerir aparecer com outra irmã. E foi providencial. Quando chegámos a casa depois do almoço e eu estava a preparar-me para contar aos meus pais, aparecem as minhas duas tias. Contei a todos, as minhas tias desdramatizaram e tivemos uma tarde divertida a falar de tudo um pouco, apenas de vez em quando entrecortando com algum pormenor de que se lembravam de me perguntar. Senti a minha mãe serena, ou pelo menos a disfarçar bem.
Ao fim do dia, já sozinha com os meus pais, a minha mãe assume o papel de mãe em pleno – o de irmã tinha terminado por hoje – e veste a preocupação com a necessidade de cuidar. E começa o pragmatismo: se eu tinha robe, pijama, camisa de dormir, e que queria vir mais cedo para Lisboa no dia em que entro no hospital – já cá vinha a um espectáculo à noite – e claro que podia dar o número de telemóvel aos amigos que dele precisassem para saber de mim, etc., etc... Como é que ficou depois de me vir embora, se está a dormir bem e o que passou na cabecita dela depois, só amanhã saberei...
Mas descobri uma coisa fantástica que me deu uma enorme força e partilhei-a ainda em família: vou ser operada no hospital em que a minha avó materna passou algumas temporadas por ter angina de peito e vou dar entrada precisamente no dia em que ela faria 94 anos se estivesse viva. Em tantos dias no ano, também me deu sorte ter sido operada à hérnia no dia em que o meu avó materno faria anos (101, penso eu)...
Obrigada pelo apoio, blogosfera amiguita da BorboletAna ;-)

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Passar por cima de sábado

Amanhã é dia de dizer aos meus pais que tenho de fazer uma cirurgia quase de urgência na próxima semana.
É dia de pôr o coração da minha mãe a acelerar, um coração pequenino de passarinho por já ter passado por dificuldades grandes como quase parar de bater. E sobreviveu. E eu quero que ele continue a deixar a minha mãe dar-me a força que quase só a existência dela me dá.
Mas eu tenho que o fazer, porque seria igual ou pior ela vir a saber depois... e assim ainda estou totalmente sã e capaz de mostrar que passo por todas as dificuldades da vida com a força e a segurança que ela sempre me transmitiu.
Não vou é enganar ninguém: eu não queria ter de passar por amanhã... Posso acordar só no domingo?

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Mais um sem titulo à laia de um conselho

Resisti e resisti, mas acho que posso e devo falar nisto porque posso ser útil a alguém. Já o fui para um amigo que já marcou análises e um raio-x ao tórax.
Bom, conselho: se forem fumadores ou já tiverem sido, façam um raio-x ao tórax com alguma regularidade. Eu tinha uma de 2004 e uma de 2007 normais. Este ano fiz uma juntamente com análises e veio com suspeita de nódulo pulmonar. Fui fazer TAC e confirmou um nódulo suficientemente pequeno para (ainda) poder ser inofensivo, suficientemente grande para já não estar lá a fazer nada. Por outras palavras, pode não ser nada, mas também pode ser um tumor maligno (com aquele nome mau), mas que por ter sido apanhado no início não me causará males de grande monta, mesmo tendo que passar por uma cirurgia e tratamentos complementares.
Pronto, já disse. E faço-o, insisto, para o caso de poder ser útil para alguém. Apenas.
Agora este blogue vai ser interrompido porque tenho algumas "tropas para comandar". Mas eu volto! :-D

Sem palavras...

Médico - fumadora?
Doente - fui.
Médico - durante quantos anos?
Doente - 22.
Médico - começou a fumar com que idade?
Doente - 12 anos.
Médico - porquê?
Doente - parvoíce, imbecilidade e outros adjectivos que me coíbo de mencionar por que tenho educação...
Médico - e deixou de fumar porque...?
Doente - a minha mãe tinha tido um enfarte há uns meses e eu assustei-me, além de um dia ter acordado e ter-me perguntado qual era o cigarro que me sabia melhor e ter percebido que não era nenhum.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Snoopy, Mafalda e Principezinho

Eu não gosto da Kitty da Hello Kitty. E até achei imensa piada a uma t-shirt do Cão Azul em que se via a Kitty a quase ser mordida por um tubarão com a frase "By bye Kitty".
Eu gosto do Snoopy, quando era miúda adorava o quarto de uma colega minha que tinha tudo do Snoopy, da decoração à roupa. E gosto da Mafalda. E do Principezinho. São expressivos, valem pelas histórias e pelos contextos. Pelas mesmas razões gosto do Tintin. E do Calvin & Hobbes. A outra gata está sempre igual...
Comprei uma camisa de dormir do Snoopy e fiquei com uma do Principezinho e uma da Mafalda atravessadas... Mas não havia o meu tamanho. São lindas. Infelizmente não encontrei imagens para postar aqui.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Filosofar para esquecer, razão e emotividade II

Não gosto lá muito de não ter filhos.
Fico triste por pensar que podia ter quem me dissesse que eu sou a mãe mais linda mesmo quando estou despenteada, com olhos de sono e com a pele enrugada.
Chego a ficar contente por não ter filhos quando as preocupações me tomam de assalto. As várias. A última é uma das minhas crianças ter "partido a cabeça" e ter visto sangue por todo o lado, pescoço incluído. Felizmente não houve pontos envolvidos. O que eu sofro pelos meus sobrinhos faz-me pensar que talvez não aguentasse ter filhos... Mas sinto-me tão parecida com a minha mãe, que teve quatro...
No dia de hoje acho bom não ter filhos.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Uma questão de perspectiva

Ouvido ontem na bilheteira do cinema:

"delator é o nome politicamente correcto para chibo".

sábado, 31 de Outubro de 2009

O meu dia de Halloween


Manhã: depilação enquanto a minha casa estava a ser limpa. A má comunicação fez-me acordar uma hora mais cedo porque pensei que a senhora vinha às 8 e afinal chegou às 9 (acordei uma hora mais cedo do que podia, portanto).
Almoço: buffet vegetariano e compra do vestido mais bonito que existe na Natura.
Tarde: sesta longa e profunda, só acordada com o telefone. Sem qualquer comprimido a ajudar.
Noite: ir comprar uns auscultadores porque não trouxe os do emprego e não posso trabalhar zero todo o fim-de-semana, preciso transcrever uma entrevista (do meu trabalho remunerado). Talvez cinema onde já não vou há muito.

Sábado: prazer 1, trabalho 0.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Para os bebés de um blogue perto de si ;-)

Tenho saudades dos meus sobrinhos quando eram bebés.
E este post vai direitinho para os bebés que ainda estão aconchegadinhos nas barrigas das mães, para um em particular ;-)


quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Pensamentos... do dia e de uma vida [esperança para a amizade]

Cada vez é mais difícil, com a vida de hoje, manterem-se amizades e haver grandes provas das ditas. As pessoas têm vidas complicadas e depois há quem pense que só falar ao telefone uma ou duas vezes por semana, a "mandar conversa fora", é suficiente para manter a amizade (tive uma amiga de longa data que uma vez me disse isto, ipsis verbis, e depois disso questionei muito acerca de algumas pessoas de quem me rodeei).
No entanto, há pessoas que de repente, e de forma totalmente desinteressada como é a amizade, fazem tudo o que outras que foram nossas "amigas" toda a vida nunca fizeram... E é aí que acredito que vale a pena continuarmos a ser nós sempre e continuarmos a ser bons e amigos mesmo para quem não merece - mas até um limite, porque mais que isso chegamos a desconsiderar-nos. Um dia haveremos de ter o retorno disso, vindo de onde nem tivemos tempo para perceber que podia existir.
E eu tenho tido boas surpresas assim. Reais e virtuais. Quero acreditar que também é por "merecer" (se se puderem pôr as coisas nestes termos).

Dias de pouca concentração

Não tenho conseguido concentrar-me a trabalhar em casa ao fim do dia. Assim, aproveito umas "férias" forçadas e hoje fui jantar com uma amiga. Comi uma salada cuja combinação era absolutamente fabulosa: frango desfiado, couve branca, alface, tomate, aipo e farripas de pimento vermelho, regada a molho de iogurte (não muito) que de certeza que tinha um bocadinho de maionese. Uma mistura a repetir em casa. Muito fixolas.
Vim para casa, visitei uns blogues e agora vou ver a série Friends. É o meu fim de noite favorito dos últimos tempos.
Espera-me uma noite de bom sono mas a acordar às 5 e meia e às 6. Anda a acontecer o mesmo com algumas colegas minhas. Terá alguma coisa a ver com mudança de hora sem as outras alterações normalmente correspondentes?

Quero frio e usar botas

Estou fartinha de calor. Fartinha, fartinha. Comprei umas botas lindas da Hush Puppies (claro, porque os meus pézinhos não aguentam outra coisa e estas são de cano alto e eu consigo fechá-las) e ainda não consegui calçá-las... E comprei uns "ténis" Sketchers por (supostamente) serem confortáveis, mas com formato de sapato, e tenho os dedos mindinhos do pé todos lixados... Quero mais frio!
E, por falar em botas, tenho umas de cano alto que lhes falta "um bocadinho assim" para fecharem. Perguntei no sapateiro como fazer e ele disse-me que há um sítio perto da minha casa onde podem fazer um acrescento em pele. Tenho de ir ver como é... É que as botas estão novas, são 100% pele, custaram-me os olhos da cara há três anos e eu usei-as três vezes... Com a desculpa de "a pele depois alarga e bláblá", trouxe-as e vejo-me aflita para as fechar e abrir...

Adenda: o que é bom neste tempo é que tenho a porta do meu escritório aberta para o exterior, que é uma espécie de pátio interior de traseiras de prédios. Tem umas duas ou três árvores e eu estou a ouvir muitos passarinhos...

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

A vã glória da fuga à multa

De vez em quando recebo mails com a identificação dos radares escondidos e de como escapar à multa, etc. Respondo sempre da mesma forma: a solução para não ter multas é cumprir o código. Acho terceiro-mundista andarmos todos a chamar nomes à polícia que passa multas a quem não é cumpridor e a vangloriação do conhecimento de caminhos por onde pode ir depois de beber uns copos sem que a polícia o apanhe. Terceiro mundista, inconsciente, egoísta, inconsequente, etc. Nos países com mais baixa sinistralidade na Europa também é penalizado socialmente (leia-se: acha-se vergonhoso) quem se vangloria de não cumprir regras.
Eu conduzo a 120 no máximo e se excedo é porque não dou por isso em estradas largas e sem referências que me transmitam que estou a exceder (além do velocímetro, claro) e claro que pagaria a multa sem piar. Também concordo que em faixas muito circunscritas o limite de velocidade devia ser alargado aos 140, mas não mais do que isso e, enquanto não é, há-que ter paciência. Mais do que isso é inconsciência e quem queira ir mais depressa... que vá de avião ou que faça figas para haver TGV. Não ponha é em risco quem, como eu, guia com cuidado.

Virtual e real

Eu uso o blogue como diário, como o faz muita gente. Mas a diferença entre um diário comum e este, é que os comuns mais ninguém lê e estes são lidos por mais ou menos gente consoante a frequência diária de cada blogue. De uma editora anónima, no meu caso, mas a verdade é que são lidos por algumas pessoas.
Quando usamos isto para deitar para fora alguma coisa que queremos evitar dizer à família e amigos com o intuito de não os preocupar, é muito interessante quando notamos que acabamos por preocupar pessoas que, senão antes, nesse momento perdem toda a virtualidade e se tornam reais. E devemos agradecê-lo. E pedir desculpa por pensarmos que falávamos para... todos e ninguém ao mesmo tempo.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Laurear

De vez em quando, no meu trabalho, preciso de ir para fora. Para fora cá dentro, nada de especial, mas adoro mudar de ares. Um dos destinos de que gosto mais é o Porto.
Amanhã é um desses dias. Vou fazer uma entrevista a duas horas de Lisboa. Porreiro, pá!